CONCEIÇÃO DO MATO DENTRO MG
Conceição do Mato Dentro pertence ao Circuito Estrada Real e Circuito Parque Nacional da Serra do Cipó
Região: Central
Habitantes: ±18.600
Distância da Capital: 168 Km
Tipos de Turismo que Conceição do Mato Dentro propicia:
Turismo Cultural, Turismo Histórico (Cidade Histórica), Turismo Ecológico, Ecoturismo, Turismo Religioso, Turismo Gastronômico, Turismo de Negócios
Simplicidade, Barroco e Belezas Naturais
Quem visita a cidade de Conceição do Mato Dentro pode facilmente reparar a singeleza de sua arquitetura e urbanismo, representados por casarões coloniais e pequenas igrejas datadas do século 18. A riqueza histórica do período barroco é bem simbolizada, principalmente, pelos traços deixados pela pintura em ouro que são atribuídas ao mestre Manoel de Athaíde, na igreja do Rosário e Bom Jesus de Matozinhos. Em suas ruas tortuosas ainda passam os carros de bois, acompanhados pela simplicidade de sua gente. Suas montanhas são ricas em jazidas, como de bauxita, manganês e hematita.
No ponto de vista natural, a cidade possui expressiva importância biológica, devido à variedade de raros ecossistemas existentes na Cadeia do Espinhaço. Conceição do Mato Dentro ainda abriga o Parque Municipal de Ribeirão do Campo. Esse é o maior parque municipal do Estado, com extensão de 3.150 hectares. A riqueza paisagística da região é expressa pelas várias quedas, piscinas e poços naturais e de águas cristalinas. Das inúmeras cachoeiras, o principal destaque é a Cachoeira do Tabuleiro, a mais alta do Estado de Minas Gerais, e a terceira mais alta do país, com 273 m de queda dágua. Dentre as principais manifestações culturais destacam-se a Festa de Nossa Senhora do Rosário e do Jubileu do Bom Jesus do Matozinhos
O jubileu é um dos festejos mais tradicionais da região com cerca de 170 anos de existência, sempre atraindo peregrinos vindos dos diversos municípios mineiros. Outro ponto de destaque está na culinária. O famoso “pastel de angu” é um dos mais elogiados lanches servidos no município.
HISTÓRIA DE CONCEIÇÃO DO MATO DENTRO
Foi em 1701 que um grupo de bandeirantes liderados pelo coronel Antônio Soares Ferreira, partindo de Sabará, atingiu a região conhecida como Ivituruí ou Serro Fino. O lugar já era habitado pelos índios botocudos. Os sertanistas Gaspar Soares, Manoel Corrêa de Paiva e Gabriel Ponce de Leon partiram da Vila do Príncipe (atual Serro) seguindo rumo ao sul. Em 1702, esse último, admirado com as riquezas da região decidiu erguer uma pequena capela de pau-a-pique em homenagem a Nossa Senhora da Conceição, dando também origem ao nome da cidade. A imagem de madeira da virgem chegou em 1703, vinda da cidade de Itu, no interior paulista. O ouro, descoberto sobre as margens do ribeirão Santo Antônio e seus afluentes deu origem ao povoamento do município.
A primeira caravana foi formada ao longo do percurso dos arraiais de Tapera, Córregos e Conceição. Assim, imigrantes em busca de ouro chegavam constantemente e o arraial logo floresceu. Após o término das lavras, a região passou a ser caracterizada por uma agricultura de subsistência e uma pecuária extensiva. Em 1752, a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição tornou-se paróquia autônoma. Até 1840, a igreja esteve como parte do município de Serro.
Emancipação
A emancipação ocorreu em 1851 denominando o município como Conceição do Serro. Cerca de 74 anos mais tarde, em 1925, teve seu nome alterado para Conceição e somente recebeu o nome atual em 1943. A denominação de Conceição do Mato Dentro se deve à proximidade com a região de Caeté, cujo significado na língua indígena quer dizer “Mato Dentro”. Até 1930, a cidade sofreu lento processo de desenvolvimento, tendo ligação rodoviária apenas com Belo Horizonte. A estrada que essas cidades foi recentemente asfaltada. Atualmente o turismo apoiado às riquezas naturais, culturais e artísticas, tem sido a principal fonte de desenvolvimento da região.
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Principais atrações:

Cachoeira do Rabo de Cavalo
A cachoeira Rabo de Cavalo é formada por um paredão com cerca de 120 metros de altura. São duas quedas paralelas, sendo uma com 40 metros no primeiro patamar e a outra de 80 metros formada pela união de dois cursos d’água. Há um grande poço formado pela queda d’água com aproximadamente 1750 m2 (50x35m) e com mais de 6 metros de profundidade. Pequenos arbustos e paredões rochosos cercam o local, tendo uma vegetação formada por matas ciliares e de galerias e ainda campos rupestres e cerrados. A água tem temperatura fria e cor de caramelo. No decorrer da trilha que dá acesso a cachoeira de Rabo de Cavalo é possível deslumbrar-se com a paisagem e com a infinidade de plantas nativas, aves, insetos além de poder parar nos diversos poços no trajeto. Os 273 metros de queda livre fazem da cachoeira do Tabuleiro a mais alta do Estado de Minas Gerais e a terceira do Brasil. Em meio a imensos blocos de pedras, a natureza se retrata através de um paredão monumental por onde escorrem as águas formando um enorme poço. A tonalidade das águas é caramelo e a temperatura da água é fria, como o clima do ambiente, devido as correntes de vento constantes e a pouca incidência de raios solares.

Cachoeira do Tabuleiro
Para acessar esse atrativo recomenda-se contratar um condutor local, pois não há sinalização na trilha e a caminhada é difícil devido ao relevo montanhoso.

Cachoeira De Três Barras
A cachoeira de Três Barras está localizada no povoado de mesmo nome e possui uma queda de aproximadamente 20 metros de altura. No local existem duas opções para o banho, sendo uma em um poço, no alto da cachoeira e outra em um poço que fica abaixo da queda. Nesse atrativo o camping é muito comum. A transparência das águas se confundem com o tom caramelo e a temperatura é quase sempre agradável. Em qualquer época do ano o volume de água no poço é ideal para o banho. Ao redor da cachoeira, a vegetação é composta por mata ciliares com árvores de porte médio. Deve-se tomar cuidado se quiser mergulhar, pois existem blocos de pedras submersos e devido ao grande volume de águas há formação de marolas.

Cachoeira Do Zé Cornicha
Esse atrativo está próximo à entrada do Boqueirão ou Cânion do Rio Preto. Nesta cachoeira é possível perceber um efeito de véu da noiva causado pela queda das águas sobre as rochas. A profundidade estimada do poço gira em torno de 1,5 metros. O mergulho no local é aconselhável, porém é necessário tomar cuidado pois existem blocos de pedras submersos o que facilita a ocorrência de acidentes.A tonalidade da água é marrom claro, quase transparente. Ao redor, a vegetação se diversifica entre os pequenos arbustos em mata ciliar e de galeria, cerrado e campos rupestres e ainda bromélias gigantes e babosa nativa sobre o paredão. Do povoado de Tabuleiro estima-se que o tempo gasto é de 1h30 de caminhada.

Poço Do Val Ou Poço Do Rio Preto
O Poço se localiza no leito do rio Preto e possui aproximadamente 800m de extensão e sua profun-didade é desconhecida, embora em algumas partes seja possível acessar o fundo.
Ao entorno estão rochas e grandes blocos de pedra com mata ciliar mais adiante, com árvores de pequeno porte, matas de galerias e pastagens. A água tem a tonalidade amar-ronzada e é fria.
A presença de grandes blocos submersos impede a prática de mergulho. Algumas espécies de peixes como o piau, lambari, pirapetinga, mandi e traíra podem ser encontradas no Poço do Val.

Poço Pari
O encontro dos cursos d’água do rio Preto e Córrego Grande formam esse atrativo. O Poço Pari tem área aproximadamente de 200 metros quadrados. Ao seu redor estão formações rochosas, matas ciliares e uma pequena praia de cascalho branco que contrasta com a tonalidade caramelo da água. No decorrer dos cursos d’água há formação de pequenas quedas e corredeiras formadoras dos panelões. A temperatura da água é agradável possibilitando o banho. Para manter a limpeza do local existem latões da prefeitura que recolhem o lixo durante os períodos de maior visitação. Desse local também é possível acessar a cachoeira do Tabuleiro, mas a sinalização até esse outro atrativo é precária.

Córrego Do Baú
No Córrego do Baú podem ser observadas a formação de pequenas quedas e corredeiras ao longo de seu curso. Ali existem duas quedas mais conhecidas, sendo o baú de cima, com aproximadamente 4 metros de queda, onde não há formação de poço, com a água caindo diretamente sobre as rochas e o baú de baixo com aproximadamente 20 metros de altura que também não apresenta poço. É circundada por vegetação de cerrado e mata ciliar. Na nascente e cabeceira do córrego, é proibido banhar-se pois a água é captada para consumo na cidade. O acesso é devidamente sinalizado

Parque Municipal Salão das Pedras
O Parque Municipal Salão das Pedras foi elevado a categoria de parque municipal em dezembro de 1999, tendo uma extensão de 700 hectares. Todo o parque é composto por formações rochosas muito antigas esculpidas pela ação do tempo em erosões eólicas e pluviais. Essas erosões geraram formações bastante interessantes. Esse atrativo é perfeito para quem procura por tranqüilidade. O acesso é bem sinalizado e a localização é privilegiada.

Piscina da Água Quente
A piscina de água quente é formada a partir do represamento do curso d’água. No local há quiosques e uma ducha artificial, cercada por pequenos blocos de pedra. A proximidade com o centro da cidade faz com que esse seja um dos atrativos mais procurados pela comunidade local.

Poço das Ninfas
Chegando ao Poço das Ninfas ou Lago das Ninfas, é possível ver o contraste entre o verde e o caramelo sobre as águas que correm em uma pequena queda e deságuam em um poço de baixa profundidade. Para atingir esse poço, basta apenas caminhar por sobre as pedras. A vegetação diversa em várias espécies encobre todo o arredor do rio. |